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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cientistas pretendem recriar mamute nos próximos anos


Pesquisadores japoneses e russos pretendem, dentro dos próximos cinco anos, recriar um mamute morto há 10 mil anos, por meio de técnicas de clonagem. O material genético para realizar a ambiciosa e estranha experiência seria obtido a partir da carcaça de um filhote morto, encontrado na Sibéria. Ao contrário dos dinossauros, extintos há 65 milhões de anos, muitos restos de mamutes ainda contém células preservadas, que podem ser usadas em clonagens. A questão, como sempre, será se o animal sobreviverá em nosso mundo ou mesmo se chegará a nascer, pois a clonagem normalmente tem efeitos não muito bem conhecidos, como as várias doenças que afetaram a ovelha Dolly, levando à sua morte prematura.



A equipe de cientistas internacional, do Museu do Mamute na Sibéria e da Universidade de Kinki no Japão, desenvolveu uma técnica para conseguir extrair o DNA de células congeladas de mamute, retiradas do tutano preservado no interior do animal - antes as células acabavam danificadas no processo devido à baixa temperatura. Depois vão inserir este DNA em uma célula de elefante sem nenhum material genético em seu interior, que gerará um embrião com a informação genética do mamute, que seria inserido no útero de uma elefanta africana e ali se desenvolveria até nascer. Os estudos preliminares para clonar o mamute começarão em 2012, sendo que tentativas nesse sentido vem sendo feitas desde os anos 90 por cientistas do mundo inteiro, sem sucesso. Mas como a carcaça do filhote está muito bem preservada e portanto suas células com o DNA, junto com o avanço nas técnicas de extração do material genético, há grande chance de sucesso na clonagem. Curiosamente é o aquecimento global que está derretendo os "gelos eternos" (permafrost) da Sibéria e permitindo a escavação de carcaças de mamutes e outros animais pré-históricos soterrados há milênios.


mamute
Bebê mamute congelado encontrado na Sibéria, do qual se retirará o DNA para a tentativa de clonagem


Dadas as semelhanças entre elefantes e mamutes - fora o tamanho -, é possível que a gestação do clone seja bem-sucedida. Acredita-se que estes grandes mamíferos, se extinguiram no fim do período Pleistoceno, há cerca de 10 mil anos, quando a temperatura do planeta aumentou, com o fim da última Era Glacial, ambiente ao qual não estavam adaptados (Seleção Natural em ação novamente...).  Eram mais comuns na Europa, Norte da Ásia e América do Norte, onde o clima era mais frio ou temperado, embora tenham sido encontrados vestígios deles aqui na América do Sul. Os humanos pré-históricos também tiveram um papel importante na extinção destes animais, pois costumavam caçá-los para aproveitar a sua carne, ossos e couro. Provavelmente, porque "sustentabilidade" ainda não era moda naquela época.








1 comentários:

Thalles Lázaro disse...

legal mais não boto fé não...

pelo menos por agora acho que a tecnologia não permite. Mais daki alguns anos ou décadas concerteza sera possível

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