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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ultrabooks, a próxima geração de computadores portáteis


No mercado cada vez mais saturado de portáteis de alto desempenho, a gigante Intel tomou a dianteira e inventou mais uma especificação para a nova geração de portáteis: Os ultrabooks, computadores portáteis que para os padrões atuais seriam considerados tops entre os tops de linha em quase todos os aspectos. Mas a partir do ano que vem, farão cada vez mais parte do nosso dia-a-dia, assim como os smartphones, laptops e tablets, provavelmente colocando muitos deles no chinelo. A foto ao lado é do Asus X-21, que pode ser considerado uma obra-prima da informática, anunciado já em Maio deste ano e um dos primeiros representantes dos ultrabooks, um novo tipo emergente de notebook, criado para competir com o MacBook Air da Apple e os tablets.



Por prometerem uma grande evolução no mercado de laptops, um certo planejamento foi feito para a adoção dos ultrabooks, alinhada com o lançamento de novos processadores de baixa-voltagem da linha Intel Core i5 e i7: Sandy Bridge (2011), Ivy Bridge (2012) e Haswell (2013), nesta ordem. A primeira fase começou neste ano com o lançamento do Sandy Bridge, estabelecendo-se as bases principais da nova tecnologia/especificação ultrabook: Laptops com espessura de menos de 20 mm, peso de menos de 1,4 kg - em média metade dos notebooks atuais -, bateria com duração de mais de 5 horas, telas de 13" e resolução 1366x768 de resolução em média, sem drive ótico de CD/DVD/Blu-ray, uso preferencial de memória SSD de grande capacidade (até 256 gb) com barramento SATA III no lugar dos tradicionais HDs, 4 GB de memória RAM, placa de vídeo integrada de alta performance HD 3000, vendidos a um preço médio inicial de US$ 1000. Na segunda fase, no ano que vem, teremos basicamente uma melhoria de performance: 20 a 30% no processador principal  (com a adoção do Ivy Bridge) e gráfico, e uso do barramento USB 3.0 e PCI Express 3.0. Na terceira-fase, em 2013, o consumo de energia elétrica será reduzido pela metade por um sistema avançado de economia de energia, utilizado também pelo novo processador Haswell da Intel. Ou seja, os ultrabooks também serão "verdes", seguindo a nova onda modinha da sustentabilidade. Com tudo isso, a Intel espera que, até o fim de 2012, os ultrabooks tenham tomado conta de 40% do mercado de laptops.


Voltemos ao Asus X-21, que abre o artigo e faz parte dos ultrabooks da primeira fase mas já tem características da segunda. Construído totalmente em liga de alumínio, ele tem uma espessura de 17 mm e pesa apenas 1,1 kg. Usa processador Core i7, entradas USB 3.0 e um drive SSD SATA III de 128 gb. Tem um trackpad (área do notebook sensível ao toque com função de mouse) de vidro e teclas metálicas reforçadas, além de tela sensível ao toque (touchpad). Usa uma tecnologia própria que permite sair do modo "adormecido" em apenas 2 segundos. Pode-se dizer que ele é um ultrabook-conceito e que leva ao extremo a idéia de portabilidade combinada com desempenho e  durabilidade. A Asus não deu detalhes sobre preço e disponibilidade, mas o valor do X-21 pode passar facilmente dos US$ 1200 devido aos materiais de alta resistência utilizados na fabricação, e do processador utilizado.

Detalhe lateral do Asus X-21, com sua carcaça ultra-fina que não excede 17 mm de espessura


Tentando tirar leite de pedra e mantendo seus dispositivos de baixo consumo "ambientalmente corretos" frente à mídia, a Intel continua ditando muitas das regras no mundo da informática, por suas especificações e marcas que são conhecidas no mundo inteiro e fazem parte do nosso cotidiano. Já empresas como a Asus, LG, HP, Toshiba e outras, onipresentes  - ou nem tanto - no mercado de notebooks e que usam majoritariamente componentes da Intel em seus computadores,  estão dando sua contribuição com designs de dispositivos cada vez mais compactos, versáteis, poderosos, econômicos e até certo ponto resistentes. Depois do relativo fracasso dos netbooks e do sucesso dos tablets, os ultrabooks vieram preencher mais um nicho de mercado, pois a maioria das críticas aos tablets vem da sua baixa capacidade de armazenamento e processamento. Por outro lado, os notebooks são criticados devido ao seu tamanho e peso. Os ultrabooks combinam o que existe de melhor nos dois - exceto o inevitável sacrifício do drive ótico de CD/DVD/Blu-ray, que poderá ser sentido por alguns usuários, como aconteceu com os netbooks - e vão até um pouco além, são incrivelmente compactos e tem uma performance próxima, senão equivalente, à dos melhores laptops do mercado, vindo a ser computadores top de linha, com muitas variantes feitas para agradar qualquer freguês, inclusive com preços razoáveis e competitivos. Já se foi a época em que notebook era coisa de rico.


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