Preste atenção na imagem ao lado. Será um fantasma ? O rapaz chega ao cemitério usando uma espécie de visor, e olha com ele para a lápide de um túmulo de uma parenta sua. O dispositivo "lê" as informações escritas na lápide, cruza estas com os dados armazenados no registro civil de óbitos e exibe todos os dados da mulher falecida, inclusive uma fotografia sua. A imagem poderia aparecer apenas para o rapaz que usa o visor, projetada em sua tela, mas também poderia ser um holograma - imagem projetada por laser no ar, água ou em outro meio - em 3D em tamanho real projetado para todos os familiares presentes no cemitério. Esse foi apenas um exemplo simples de uma nova tecnologia emergente, mas ainda pouco conhecida, exceto nos filmes de ficção científica. Criar "fantasmas" de pessoas é apenas uma das aplicações possíveis e imagináveis da Realidade Aumentada, que promete mudar nossa interação com o mundo.
Na prática, a Realidade Aumentada é a mistura de objetos do mundo virtual com o mundo real, realizada através de algum tipo de interface física e/ou lógica, e pode ser alcançada de muitas formas. Um dos primeiros passos dados para ela foi a criação de códigos bidimensionais (QR Code), contidos em etiquetas padronizadas. Estas etiquetas aos poucos estão substituindo os antigos códigos de barra, e podem ser facilmente lidas por qualquer celular moderno, webcam ou outro dispositivo com câmera digital. O QR Code foi criado pela empresa japonesa Denso Wave Inc., detentora da patente do produto, mas que não a utiliza, tornando o seu uso livre e aberto em qualquer lugar do planeta, o que facilita e muito a sua padronização. Estas etiquetas impressas, tanto na tela do computador como em papel ou outros materiais, podem dar acesso a qualquer tipo de informação, inclusive se comportando como links da internet. Por exemplo, o seu celular, usando a câmera fotográfica, lê o código em uma página de revista ou jornal para acessar informações mais detalhadas sobre determinada reportagem, na internet.
No futuro, espera-se muitos outros usos para a Realidade Aumentada. Conforme os dispositivos e programas forem se tornando mais precisos, eles poderão ser capazes de detectar e traduzir instantaneamente em informação útil e atualizada qualquer objeto do mundo real para os quais foram programados. De peças de carro a nomes de lojas e ruas por onde você está passando. Fora o grande poder de interação homem-máquina proporcionado pela R.A, com detectores cinestésicos de espaço, toque e movimentos. Os primeiros passos já estão sendo dados no sentido dessas novas tecnologias, com detectores de rostos e expressões humanas. Um exemplo são programas de computador e dispositivos que transformam qualquer objeto, como uma mesa, em um teclado, projetando ou não sobre ela a imagem das teclas. Criando assim uma experiência altamente intuitiva, divertida e que poderá aumentar nossa produtividade no dia-a-dia, se for usada de modo correto. O setor de publicidade e entretenimento já está sendo beneficiado por essa tecnologia, onde celulares e webcams podem ser usados para diversas formas de comunicação dos usuários com as máquinas e uns com os outros, onde são inseridos objetos virtuais junto às imagens reais captadas.
Assista um vídeo que ilustra um pouco sobre a R.A. e suas possíveis aplicações:


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