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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Novo videogame portátil da Sony chegará no ano que vem


A Sony disponibilizou imagens e também as especificações técnicas do seu novo videogame portátil, o Playstation Vita, ou PSV. Ele sucederá o PSP na linha de portáteis da empresa, adotando muitas tecnologias já conhecidas e popularizadas mundo afora, como a tela de LED sensível ao toque, wifi e internet banda-larda 3G, além de cartões de memória. Visualmente, ele não mudou tão radicalmente em relação ao seu antecessor, mantendo o padrão de distribuição e nomes de botões e alavancas característicos dos demais Playstation. O que se destaca mesmo nele são as tecnologias utilizadas, totalmente voltadas para a portabilidade e conectividade, combinadas com uma boa capacidade de armazenamento e processamento.



Uma grande mudança em relação ao seu antecessor são as mídias utilizadas. No PSP os jogos e outros programas eram distribuídos em UMDs (um tipo específico de mini-DVDs), já no PSV eles virão em cartões de memória exclusivos (NVGs), com capacidade de 2 a 16 gb, semelhantes aos do Nintendo 3DS. Os já conhecidos memory cards, usados para salvar o progresso e dados dos jogadores, foram substituídos por dispositivos idênticos a cartões microSD clássicos, no entanto os NVGs dos jogos também terão um pequeno espaço reservado (5-10%) para salvar partidas. Ou seja, você provavelmente não será obrigado a comprar um memory card, a não ser que queira manter muita coisa gravada dos jogos. Um ponto a favor para o PSV.


Internamente, o console tem um processador principal de 4 núcleos (quad-core), dos quais 3 serão usados pelos programas, e um processador gráfico também de 4 núcleos. A memória principal é de 512 mb (o dobro da memória do Playstation 3, permitindo bate-papo em tempo real durante os jogos) e a de vídeo 128 mb.  Tem um touchpad traseiro, câmera frontal e traseira - a primeira possibilita detecção de face, cabeça e movimento de cabeça - , auto-falantes estéreo, microfone e detector de movimento, à semelhança dos joysticks do Nintendo Wii. Em termos de conectividade e internet, tem bluetooth, wifi e 3G + GPS (estes últimos  apenas em uma versão específica e mais cara do PSV), podendo assim integrar-se em rede com quaisquer outros portáteis da atualidade, como smartphones e tablets. A versão 3G também poderá contar com aplicações de Realidade Aumentada. Ao contrário do PSP, ele não virá com bateria removível e saída de vídeo.


O sistema operacional é totalmente voltado para o uso da tela LED sensível ao toque, e integrado à internet através da Playstation Network (PSN), característica parecida com a de todas as outras plataformas de jogos concorrentes e suas redes exclusivas. O navegador de internet possuirá compatibilidade com todas as tecnologias web atuais, como HTML5 e Java, mas misteriosamente virá com o Flash Player desabilitado, o que é um pouco estranho. Muitos jogos já foram anunciados para o console, muitos deles de franquias já consagradas para os sistemas da Sony como Metal Gear Solid e Ridge Racer. Haverá compatibilidade total com os títulos do PSP, que certamente serão comprados e baixados pelos jogadores via PSN e ainda contarão com melhoramentos gráficos. Por padrão, ele não será compatível com os jogos do PSOne e PS2, mas é questão de tempo até emuladores existentes em outras plataformas, principalmente PC, serem convertidos para o PSV. Pois capacidade ele tem de sobra para rodar tudo isso. Naturalmente, uma infinidade de aplicativos independentes, incluindo os de redes sociais como o Facebook, que "quase ninguém" usa, poderão ser obtidos gratuitamente pela internet.


O PSV está com lançamento previsto para 17 Dezembro deste ano no Japão e partes da Ásia, e no resto do mundo para 22 de Fevereiro de 2012, ao preço de US$ 249 (US$ 299 na versão 3G). Apesar de não ser de forma alguma revolucionário frente aos concorrentes diretos e indiretos,  que já usam tecnologias semelhantes há anos, oferece uma plataforma completa, integrada e poderosa, tanto em termos de entretenimento quanto de portabilidade. Também reflete o paradigma da Sony, de manter o tradicionalismo do design de um lado, como na distribuição dos botões, alavancas e no próprio formato e cor do aparelho (bem parecido com o do seu antecessor), e de ousar pelo outro com uma penca de funcionalidades, tanto a nível de hardware quanto de software, que deverá satisfazer a grande maioria dos usuários. Mas a aposta da empresa continua sendo mesmo é na quantidade e variedade de jogos disponíveis, que poderão rodar sem grande dificuldade devido ao hardware relativamente superior do PSV.


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