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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Robô explorador parte para missão de 2 anos em Marte


A NASA lançou no último dia 26 o robô Curiosity, que levará 8 meses para chegar a Marte e lá ficará por 2 anos terrestres, examinando a superfície e atmosfera marcianas. Um dos objetivos principais da missão, batizada oficialmente de Mars Science Laboratory (MSL) é descobrir se Marte já teve  ou tem condições de abrigar vida como a conhecemos. Para tanto, o Curiosity contará com um grande número de instrumentos científicos, sendo de longe o mais sofisticado e inovador robô já enviado para outro planeta. Fora o visual curioso, que faz lembrar um pouco o Johnny Five daquele filme dos anos 80, "Um Robô em Curto-circuito". Só que o Johnny não partiu em uma arriscada viagem de 56 milhões de quilômetros rumo ao Planeta Vermelho, a bordo de uma nave espacial.




Espera-se que o Curiosity pouse em Marte entre 6 e 20 de Agosto de 2012, ou seja, em torno de 4 meses antes da data prevista pelos toscos conspiracionistas catastrofistas para o fim do mundo - ou coisa parecida -, então ainda há alguma chance da missão ser bem-sucedida. O robô de 900 kg é 5 vezes maior que os seus antecessores em Marte (os robôs gêmeos Spirit e Oportunity que lá estão há mais de 7 anos) , tendo mais ou menos o tamanho de um automóvel, só que ao invés de passageiros carregará 80 kg de instrumentos científicos, dez vezes mais carga útil do que os robôs anteriores. Outra diferença fundamental é que ele funcionará por meio de um pequeno reator nuclear de plutônio, assim como as sondas Viking, ao invés de ser movido a energia solar, o que possibilitará que ele trabalhe também durante a noite marciana, ou durante as grandes tempestades de poeira que assolam aquele planeta e interferem no recebimento de luz do Sol.  Também possuirá uma espécie de canhão de laser, capaz de derreter pequenas porções de rochas a uma distância de até 7 metros, o que auxiliará na análise geológica e evitará colisões e atolamentos do Curiosity, como ocorreu com o Spirit no ano passado que ficou preso em um banco de areia.


Os principais objetivos da MSL são:


  • Determinar se Marte já teve vida no passado;
  • Estudar o clima de Marte;
  • Estudar a geologia de Marte;
  • Planejar uma futura missão tripulada.

O Curiosity tem dois computadores internos, com CPUs fabricados pela IBM, um deles servindo de backup  (reserva) em caso da falha do outro, sendo projetados especialmente para suportar as condições extremas de temperatura e radiação no espaço, além das camadas de proteção do robô para manter os componentes internos aquecidos e isolados. O sistema de suspensão e de articulações das 6 rodas é capaz de fazer o robô se locomover sobre objetos de até 75 cm de altura. Espera-se que ele percorra no mínimo 19 km de distância durante o tempo de duração da missão. O Curiosity deverá pousar em Marte por meio de para-quedas, protegido por um escudo de calor contra a fricção atmosférica, e depois será rebocado por um "guindaste" até a superfície, que desacelerará a queda  usando de foguetes até uma velocidade segura para que o robô não se espatife no chão. A segunda fase da descida é bem diferente dos robôs exploradores anteriores, que usaram airbags para amortecer o impacto contra a superfície.


Concepção artística do pouso do Curiosity em Marte, usando o "guindaste"


A missão faz parte do Programa de Exploração de Marte, que terá longo prazo e enviará uma grande quantidade de robôs para lá, como preparação para uma futura missão tripulada a Marte, que ocorrerá por volta de 2030. O custo estimado para a Mars Science Laboratory é de 2,5 bilhões de dólares, e com certeza muita gente vai ficar de mimimimimi por causa disso, falando de porque não gastam esse dinheiro com as crianças desnutridas da África, como se se importassem muito com elas enquanto desperdiçam quase todo o seu dinheiro em coisas fúteis, em seu consumismo desenfreado.  Mas não doam um centavo para instituições de caridade ou fazem trabalhos voluntários em prol dos mais necessitados de sua vizinhança., já que é mais fácil criticar os outros do que levantar a bunda do sofá para fazer algo de útil e relevante. A pesquisa espacial nos trouxe muitas inovações em diversos campos da ciência e tecnologia que, mais cedo ou mais tarde, chegam às nossas casas e melhoram nossas vidas. Desde travesseiros, fornos de microondas, revestimento de panelas, condicionamento e cultivo de alimentos até materiais mais leves, baratos e resistentes. A questão não é o custo, mas sim como se usa o dinheiro. Desperdício é diferente de investimentos a longo prazo, que é o que a pesquisa espacial representa. Assim como foi com as grandes navegações oceânicas no passado, que quase todo mundo encarava como uma extravagância e dinheiro jogado fora, não por ser arriscado demais. Além disso, é muito mais barato e seguro enviar robôs para o espaço do que pessoas.


A conquista do espaço é inevitável, e Marte é o próximo passo óbvio, por ser mais promissor na busca por vida extraterrestre e para uma possível colonização humana no futuro. O robô Curiosity é apenas mais um degrau na escalada do conhecimento daquele mundo, ainda tão misterioso, apesar de estar na nossa vizinhança do sistema solar. Ainda que ninguém pise lá algum dia, nosso conhecimento sem dúvida será ampliado, e nosso lugar no Universo será mais conhecido, talvez por sabermos se estamos ou não sozinhos. Mas estamos aos poucos deixando nossa pequena marca através do espaço infinito e dando os primeiros passos para fora de casa, com nossos ousados robôs e sondas espaciais.


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