Para o pessoal que acha que só o Windows presta no mundo da informática: é melhor reverem seus conceitos. Para o pessoal que acha que o Linux é um sistema exclusivamente para nerds, programadores e técnicos: vocês precisam se atualizar com urgência. As coisas mudaram bastante em relação à última década, e, apesar do universo do Linux continuar a mesma baderna que sempre foi, com conflitos de egos e milhares de projetos irrelevantes nascendo e morrendo rapidamente, algumas versões novas tem se sobressaído. Uma delas é o Ubuntu, sobre a qual eu já fiz um artigo, e a outra, que ameaça tomar o seu lugar no posto de mais popular e amigável, é o Linux Mint. Apesar do seu nome ridículo, quase infantil, (nomes toscos, genéricos e pouco criativos para sistemas Linux são comuns) o seu conteúdo é o que interessa. Pois o sistema pega tudo o que o Ubuntu tem de bom, seu enorme potencial para ser "o" sistema operacional, e o eleva um patamar acima. E também corrige muitos problemas e limitações do referido sistema.
Um dos grandes diferenciais do Mint em relação ao Ubuntu é que ele já vem com todos os codecs de áudio e vídeo proprietários - que vão contra a ideologia do software-livre - incluídos., incluindo o Adobe Flash Player. Também já vem com os drivers de vídeo proprietários. Isto quer dizer que o usuário não vai precisar baixar da internet aquele codec para conseguir ouvir mp3 e assistir DVD s, ou instalar manualmente o driver para a sua placa de vídeo ATI nova funcionar corretamente. Poupando assim seu tempo e banda de internet. Boa parte das configurações de sistema são feitas em modo gráfico, coisa que era limitada e até um pouco confusa no Ubuntu, libertando ainda mais o usuário da obrigação de buscar configurações avançadas no prompt de comando (modo de texto estilo DOS), uma das reclamações mais frequentes que as pessoas fazem do Linux.
O ambiente gráfico padrão é o Gnome (mesmo do Ubuntu), mas com um certo nível de personalização. Mantendo sempre a sua filosofia de amigabilidade, o sistema tem uma barra de tarefas exclusiva com um botão de menu na parte inferior da tela semelhante ao Iniciar do Windows e do menu do KDE, outro ambiente gráfico do Linux. Além disso tem ferramentas de administração totalmente voltadas para os usuários finais, criando assim um sistema poderoso e flexível, com vários recursos específicos do Linux Mint. Ou seja, não se trata apenas de um Ubuntu remasterizado e "maquiado", ao contrário do que muitos linusers puristas imaginam.
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| Linux Mint 8 com Gnome |
A versão atual é a 11, codinome "Katya", sendo que todas as versões recebem nomes de mulheres terminados em A, e a 12 será lançada em breve. Os ciclos de lançamento de 6 meses e tempo de suporte são praticamente os mesmos do Ubuntu, com uma diferença de pouco tempo entre o lançamento de novas versões do Mint para as do Ubuntu. O tempo de suporte é de 18 meses para as versões "normais" e 3 anos (que serão aumentados para 5) para as versões LTS , sendo que geralmente é conveniente que os usuários utilizem as versões LTS, que saem de 2 em 2 anos. No que diz respeito à atualização de versões, o Linux Mint também corrige um dos grandes erros do Ubuntu, que insiste em indicar a atualização completa do sistema pela internet, que causa inúmeros problemas, perda de tempo e transtornos para os usuários. O Mint privilegia uma instalação limpa, do zero, a partir do CD/DVD, do sistema, e possui ferramentas de backup de configurações e arquivos do usuário.
Parece que alguns desenvolvedores do Linux estão finalmente aprendendo a fazer sistemas realmente amigáveis, poderosos, independentes e eficientes. Pode-se dizer sem medo que os tempos estão mudando para melhor no mundo Linux, com a extinção gradual dos pequenos projetos individualistas e o domínio das grandes distribuições suportadas, corporativamente ou não, por equipes de profissionais de verdade que mantém os pés no chão, com o foco nos programas e funcionalidades do sistema. Coisa que qualquer um que conheça um mínimo de criação de interfaces de software deveria saber. Os grandes beneficiados com isso são os usuários finais, que podem encontrar no Linux Mint uma alternativa REAL ao Windows, sem toda a enorme instabilidade e insegurança do Ubuntu ou a dificuldade e limitações da grande maioria das outras distros (versões do Linux), que são mais voltadas para técnicos de informática e programadores. Pois os usuários simplesmente querem um sistema que funcione como deveria e não lhes dê dor de cabeça, isto é liberdade e um direito fundamental deles.
Você poderá baixar o Linux Mint na página de downloads do site.


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