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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Veyron, o superesportivo da italiana Bugatti, de 2 toneladas


veyron
O Bugatti Veyron teve sua primeira versão lançada em 2000, o E/B 18/4, ou Ettore Bugatti (também é o nome do fundador da marca). De lá para cá, com algumas mudanças no motor e estrutura, tem batido sucessivos recordes de velocidade; a versão SS atingiu 437,16 km/h, destacando-se como o mais rápido carro de rua do mundo até o momento. No entanto, este é apenas um dos aspectos que tornam o veículo totalmente peculiar e uma obra-prima da engenharia automobilística, e, por consequência, um produto caríssimo e bastante dispendioso em termos de consumo, como não poderia deixar de ser.


Comecemos pelo motor Volkswagen W16 8.0. O objetivo e o maior problema enfrentado é como atingir 1001 CV de potência sem derreter ou incendiar a máquina, necessitando para isso de um sistema de arrefecimento (resfriamento) efetivo. Para tanto, foram instalados quatro turbocompressores de ar e 10 radiadores pequenos - carros convencionais tem apenas um, ligeiramente maior - e intercoolers ar-líquido. A injeção de combustível no motor é direta. Além disso ele tem 16 cilindros, sendo na realidade a combinação de dois motores V de 8 cilindros (V8), alcançando assim os 1001 CV em rotação máxima, que é de 6000 rpm. Com isso, ele consegue acelerar o Veyron de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos, e chega a quase 300 km/h em 14 segundos. O discos de cerâmica-carbono dos freios, junto com o aerofólio superior traseiro ajustável que geram arrasto pelo ar, garantem uma frenagem de 400 a 0 km/h em apenas 10 segundos.


No primeiro modo de rodagem, até os 219 km/h, os aerofólios inferior e superior do carro ficam retraídos e a suspensão o mantém a 124 mm da pista. No segundo modo de rodagem, o de estabilidade, ao  atingir os 220 km/h, a carroceria desce para 78 mm na frente e 94 mm na traseira. Abrem-se os dois aerofólios e também defletores que protegem os pneus da fricção do ar, garantindo estabilidade até os 370 km/h . 


Motor composto Volkswagen W16 de 1001 cavalos de potência

Se o condutor quiser atingir a velocidade máxima, liberando todo o potencial do Veyron, precisa girar uma chave no assoalho, com o veículo parado. A suspensão rebaixa-se para 66 mm na frente e 71 mm na traseira. Os defletores dianteiros e o aerófilo inferior retraem-se, e o superior se aproxima da carroceria. No entanto, o motorista não deve frear a uma velocidade superior a 55 km/h, ou girar o volante mais de 90 graus, pois o carro volta automaticamente ao segundo modo, o de estabilidade. A velocidade máxima foi limitada a "apenas" 408 km/h, por razões de segurança.


O interior deste pequeno "tanque de guerra" de 1950 kg (mais 80 kg na versão Grand Sport , que tem uma capota móvel de policarbonato, uma espécie de acrílico bastante resistente) é quase que inteiramente revestido em couro, com o painel tendo um mostrador de potência embutido. O preço do Bugatti Veyron sai em torno de 1 milhão de euros, ou mais de R$ 2,5 milhões. Porém o custo de compra deste carro não é nem o que deve assustar tanto, mas sim o da sua manutenção. O beberrão faz apenas 2 km/l, o que não é de se espantar, considerando que estamos falando de um motor 8.0 extremamente potente e o enorme peso do Veyron gerado pela sua estrutura reforçada. Se uma peça apresentar defeito e precisar ser trocada, certamente terá que ser feita sob encomenda e importada da Itália, o que deve encarecer bastante o custo final ao comprador, que ainda deverá aguardar os prazos de entrega, fora o que será cobrado pela mão-de-obra especializada da Bugatti, se o problema não estiver coberto por garantia, deslocamentos até a oficina, taxas, etc. Como no Brasil, quase não se paga imposto, o IPVA desse carro deve equivaler ao preço de um carro do ano, no mínimo. E em caso de acidentes, roubo, como fica...? Ainda por cima, o treinamento necessário para pilotar conduzir o Veyron, parecido com o que os pilotos de corrida recebem.


Ou seja, o não é para o TEU bico, nem para o meu, apesar de não fazer falta também, pois não é nada mais que uma ode à extravagância e ao exagero, algo típico de italianos românticos. E aqui no Brasil, ao contrário da Europa, sequer temos ruas e estradas com a estrutura adequada para a circulação desses verdadeiros monstros sobre rodas. Algo totalmente fora da nossa realidade, ainda que seja uma verdadeira obra de arte da engenharia automobilística, tecnologia de ponta que quebra paradigmas e reinventa conceitos.


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