O Windows é o sistema dominante no mercado de computadores de mesa (desktops), conforme eu já falei em outro artigo recente. E eu duvido que isso irá mudar num futuro próximo. O sistema do tio Bill está por demais agarrado nas mentes das pessoas e das empresas para sair assim. É por isso que ele pode se dar ao luxo de doar alguns dos seus bilhões de dólares para a caridade (mas não dá nenhum centavo pra mim). Só que o mercado é um daqueles fenômenos bastante emergentes devido à concorrência feroz, e novas tecnologias impensáveis no passado surgem num piscar de olhos, se não ameaçando o reinado do Windows, pelo menos apresentando alternativas viáveis para muitas situações comuns. É por isso que, aos poucos, sistemas operacionais menores estão surgindo e despontando ao sol, como o MacOS da Apple e o Linux.
O Ubuntu é apenas uma dentre as mais de 500 versões do Linux, sistema operacional cujo núcleo (Kernel) foi desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds no começo dos anos 90. O Ubuntu é desenvolvido e mantido pela empresa Canonical Ltd. situada na Ilha de Man (Reino Unido), do empresário sul-africano Mark Shuttleworth e também por uma "comunidade" de usuários e entusiastas de vários países do mundo, na grande maioria nerds e programadores de computadores (o que pode, ou não, ser uma crítica). Ou seja, é internacional e um Frankenstein tecnológico. A proposta inicial do sistema, é ser voltado para o usuário leigo, sem conhecimentos técnicos, no entanto, também pode ser adaptado para usuários avançados, e existem versões específicas para diferentes equipamentos, como servidores. Já vem com uma pequena coleção de programas embutida, como pirateadores gravadores de CDs e DVDs e editores de texto e planilhas, todos eles facilmente acessáveis pelos menus na barra de tarefas. A última versão lançada é a 11.04, recém saída do forno, que você pode baixar na página de downloads.
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| Ubuntu 11.04 com interface padrão Unity, mais adequada a netbooks e pequenos portáteis |
O fato de ser um sistema totalmente gratuito e virtualmente imune às pragas do Windows, por si só, já o tornaria atraente para a maioria dos usuários domésticos e empresariais. E não só por isso. Para 95% dos usuários domésticos, computador só serve para ouvir música, entrar no MSN e navegar na internet (coisas que um celular de R$ 50 também faz). Como essa proporção de usuários é quase a mesma da que não adota nenhuma boa prática de segurança na grande rede, como por exemplo, não baixar ou clicar em qualquer porcaria de qualquer site que vê pela frente, o Ubuntu se torna uma ótima opção, já que restringe bastante coisa que o usuário pode fazer sem colocar a senha de administrador.
Mas o pessoal prefere mesmo continuar usando alguma versão caolha e mal destravada do LIXO do Windows XP com Internet Explorer 6, enquanto baixa tudo que é vírus, cavalo de tróia, rootkit, adware e spyware que existe na internet e depois choram quando o "computador dá pau". Melhor pra mim, que faturo uns trocados por fora com isso.


1 comentários:
Eu só trocaria "Internet Explorer 6" por "Firefox 3" (estou num agora, na LAN :p )
Parei de chiar com o Ubuntu (e recomendar para amantes do Linux) qdo fui obrigado a usar o Mandriva....
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