
Quem curte a tecnologia cada vez mais portátil, tem mais um motivo pra juntar uma graninha. O ministro da Ciência, Tecnologia e Informação, prevê que até o fim do ano, o mercado brasileiro será invadido por tablets (você sabe, aqueles computadores pessoais portáteis) de fabricação nacional, com preços até 40% mais baratos.
Um dos motivos dessa previsão é a notícia da instalação no Brasil da primeira fábrica da Apple (se você é desse planeta já deve ter pelo menos ouvido falar do iPad dessa empresa) fora da China, mais precisamente em Jundiaí. Outro é uma série de incentivos às empresas que fabricarem o produto. "Precisamos fortalecer a indústria nacional, softwares, games e componentes. Até o final do ano teremos uma enxurrada de tablets, com queda de 30 a 40% [no preço, N.R.]. Temos que estender essa opção para notebooks", afirmou ontem o ministro.
Os incentivos calcados na Lei da Informática incluem classificar na Receita Federal o tablet em uma categoria diferente de outros computadores portáteis, permitindo inclusive isenção de PIS/COFINS. A cereja no topo do bolo é que pra abocanhar o incentivo, 20% (pouco, mas em três anos será 80%) dos componentes dos aparelhos precisam ser de produção nacional. Aparentemente, ainda faltam empresas nacionais capazes de se associar na produção dos displays.
Cinco empresas, a Samsung (fabricante do Galaxy Tab), a Motorola (do Xoom), a Semp Toshiba, a Positivo e a Aix, já começaram a fabricar componentes para os aparelhinhos aqui em Terra Brasilis. As duas últimas já tem previsões de lançamentos de tablets entre esse mês e o próximo, e no caso específico da Positivo (que vai rodar com Android, o sistema operacional da Google), eles prometem um produto "para a família da classe média brasileira".
Pra quem não se lembra, esse ministro é o entusiasta da Plataforma Aquarius, um projeto que envolve transparência nos dados, e recentemente deu o que falar pedindo o feedback de "hackers éticos" e comparando hackers e crackers com grafiteiros e pixadores, respectivamente. A tal plataforma pode ser uma força pro Portal da Transparência da Controladoria Geral da União. Não é garantia que tudo ficará transparente "como um aquário", mas a vida de quem se interessar por verificar a "sujeira", ficará mais fácil. Pra quem conhece a Plataforma Lattes do CNPQ, há uma intenção de integrar as duas plataformas.
Sem ranços nacionalistas, acho que é uma boa iniciativa incentivar a produção de tablets. O Brasil é o 3º maior consumidor de produtos de informática, é uma necessidade nossa, e a vanguarda desse setor é o tablet. Por outro lado, não são boas as notícias que chegam das fábricas chinesas da Apple. É claro, nossa legislação é outra, e eles sabem disso, mas pode ser cedo pra comemorar a chegada dessa empresa. Porém, se a princípio dinamizar a oferta das outras, só temos a ganhar.
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